Terrorismo de vovó

Tenho grande estima por minhas vovós Isaura (mãe de meu pai - de origem alemã)
e Rosalina (mãe de minha mãe - de origem italiana). Ambas já moram junto de Deus.
Fiz até uma canção em homenagem a elas. Mas a cena que vi recentemente
(é digna de uma nota aqui no BLOG).
Faça o juízo que quiser. A vovó brincava com o netinho de mais ou menos dois anos de idade.
O menino estava muito vivaz e feliz. Dava pra ver que gostava muito de sua avó.
Achei a cena linda… até que a vovó começou sua seção de terrorismo em canções.
Começou com a aparentemente inofensiva:
“Atirei o pau no gato-to, mas o gato-to não morreu…”
Percebi que o menino arregalou os olhos.
Certamente pensou:
“Vovó atira um pau em um gatinho… será que não vai atirar em mim também?”
Mas o repertório da vovó terrorista era grande. Ia além de paus e gatos.
Ela cantou feliz:
“O cravo, brigou com a rosa debaixo de uma sacada, o cravo saiu ferido e a
rosa despedaçada”.
Que tragédia!!! Imagino o pensamento do menino:
“Papai brigou com a mãe, e ela não disse nada, papai saiu brabinho e a mãe mau humorada”.
Lições de vovó.

A jovem senhora continuou:
“Boi, boi boi… boi da cara preta, pega esta criança que tem medo de careta”.
O menino começou a ficar assustado. Imagina um enorme boi avançando sobre um
inofensivo menino… como papai faz com mamãe, de preferência durante as refeições.
O menino começou a chorar.
A vovó terrorista não entendeu o motivo e deu colo. Apertou ele contra o peito e cantou com muita ternura:
“Nana neném, que a cuca vem pegar; papai foi pra roça, mamãe foi trabalhar!”
Não suportei mais. Levantei e fugi, pois a cuca estava chegando rsrsrrsrrs
......